Palace Hotel - Caxambu

segunda-feira, 27 de junho de 2016

ELEIÇÕES MUNICIPAIS - CHOQUE DE GESTÃO NELES!

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

- CHOQUE DE GESTÃO NELES!
by José Celestino Teixeira.

Outro dia lembrei-me de um argumento extremamente valioso que certa feita ouvi do Sr. João Megda, aquele do Lojão Megda e do Hotel Lopes.
Em conversa afinada e agradável certa feita ele me observou:
-- O Sujeito não Fica Rico pelo que ganha, mas, pelo que deixa de Gastar!
A frase do saudoso Sr. João Megda é atualíssima, quando aplicada à Administração Pública em todas as esferas de Poder.
O Caso dos Estados da Federação e da própria União é flagrante o desequilíbrio entre despesas (gastos0 e arrecadação.
No Brasil vivemos sob o domínio de uma realidade tributaria perversa, que pratica os impostos mais caros do planeta e devolve péssimos serviços públicos aos contribuintes.
Veja o recente caso da operadora Oí, que acaba de entrar com um pedido judicial recuperação judicial, instituição do direito comercial semelhante ao antigo Pedido Concordata, quando a empresa devedora requer o escalonamento do pagamento de seu passivo.
Imagine uma empresa de Telefonia fixa e móvel, além da operação de canais de televisão fechada e administração de sinais de internet via , o famoso “Oi Velox”.
A telefonia e a internet mais caras do mundo são praticadas no Brasil, com péssimos sinais.
Imaginem, ainda o volume de dinheiro que entra diariamente na venda de créditos em telefonia móvel pré-paga!
Quantos bilhões uma operadora de telefonia pode arrecadar pelos serviços que presta?
Mas, a Operadora Oí tem uma dívida de mais de 65 bilhões de Reais.
É mole?
Precisa dizer mais?
E o caso dos fundos de pensão do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios, que estão falidos. Foram saqueados pela turma do PT, os mesmos que saquearam a Operadora Oí.
A quebradeira dos Estados da Federação, quanto da própria união é uma realidade inegável.
O Estado do Rio de Janeiro faliu é provável que no Mês de Julho o Estado não consiga honrar os salários dos servidores aposentados, nem os da ativa.
Minas é o segundo maior devedor da União, tendo o Estado de São Paulo na Liderança do endividamento.
Todos devem dos cidadãos aos Municípios, dos Estados à não.
A quebradeira é geral!
Mas quanto ganha um Ministro de Estado, um Senador da República, um Deputado Federal, um Deputado Estadual, um Desembargador da Justiças, um Juiz de Direito, um procurador da República, um Promotor de Justiça, um Vereador?
E, o Servidor público que aposenta com vencimentos integrais, enquanto o cidadão comum contribuindo com a maior alíquota da contribuição previdenciária recebe um Teto Máximo, inferior ao auxílio moradia de qualquer membro do judiciário e Ministério Publico (cujo valor , nem é passível de desconto do IR).
Além do que, o auxilio moradia do judiciário é pago ao beneficiado, mesmo, quando seja proprietário de imóvel residencial.
Sem falar naquele caso dos Jornalistas do Paraná que estão fazendo uma “via crucis” para responder processos , quando denunciaram os valores pagos aos pessoal do judiciário do Estado.
Felizmente, a Ministra Carmem Lúcia defendeu direito de publicação de noticias sobre vencimentos acima do teto constitucional por parte de juízes do Paraná; “O que foi publicado não era proibido”, disse ministra a respeito do conteúdo de reportagens que provocaram uma enxurrada de ações dos magistrados contra o jornal Gazeta do Povo e profissionais da mídia local; “Quem paga os salários desses juízes são vocês”, acrescentou ela, dirigindo-se ao público do 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo; leia matéria da Gazeta do Povo sobre supersalários de juízes e integrantes do Ministério Público do Paraná.
“A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (24) que é “no mínimo esquisito” que juízes do Paraná tenham entrado com diversas ações contra jornalistas do jornal ‘Gazeta do Povo’ do Paraná. “O que foi publicado não era proibido”, afirmou.
A ministra proferiu palestra sobre a liberdade de expressão durante o 11° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo, e foi questionada sobre a série de ações judiciais de juízes do Paraná contra jornalistas após a publicação de uma reportagem sobre salários dos magistrados acima do teto constitucional pagos pelo Tribunal de Justiça (TJ) e pelo Ministério Público do Paraná (MP).
“Os tribunais têm que ter transparência. Então é curioso. Aquele órgão não estava cumprindo seu dever de transparência? Pois isso não deveria ser novidade”, disse a ministra sobre a publicação dos salários.
“É mais grave porque é como se estivesse tentando criar um direito à privacidade onde o dever é de publicidade”, completou. “Quem pagam [os salários] são vocês.”
Voltando ao Município estamos acompanhando as propostas dos candidatos a candidatos a Prefeito de Caxambu.
Um defende o Turismo como tábua de salvação para a Cidade, o que não deixa de ser importante pela vocação natural do Município.
Outro fala em implantar indústrias, tendo a atividade como geradora natural de mais empregos. Um sonho numa cidade que não se dispõem nem de matéria prima, nem de mão de obra qualificada.
Mas vale a proposta.
Outro não tem proposta ainda, senão o sonho de ser eleito prefeito!
No que tange a industrialização do município, a proposta foi carro chefe da administração atual que nada fez, senão aumentar os buracos (uma dívida de mais de 1 Milhão com a Previdência Municipal, que com autorização legislativa foi esticada uma vez mais) e nas ruas.
Ouço falar, ainda em outra candidatura do Partido dos Trabalhadores que pretende disputar as Eleições Municipais, embora, sem nenhuma chance em face dos escândalos das Operações da Lava-jato que jogou a sigla partidária no Lixo (Vide o Caso do Casal 171 que assaltava os Servidores Públicos endividados que se socorriam ao famigerado Empréstimo Consignado).
Um Escândalo de dimensões Internacionais.
Já se falou aqui, na redução dos salários dos Vereadores, Secretários Municipais e Prefeito.
Mas, nada!
A Campanha de Redução dos Salários dos Agentes Políticos do Município morreu no esquecimento de todos e foi definitivamente enterrada pela má vontade de todos os legisladores municipais.
Mas é preciso pensar; Caxambu tem condições de continuar pagando altos valores aos Secretários Municipais e aos seus Agentes Públicos, no momento em que a cidade mergulha na sua maior crise financeira, em decorrência em parte da outra crise que afeta o Estado e a União?
É justa esta remuneração dos agentes públicos locais e seus Secretários?
Sem falar que a cidade pratica um dos mais altos IPTU’s e o ISSQN (Imposto sobre serviços de qualquer natureza) da região.
Os impostos aqui são os mais caros em comparação aos pagos em outros município, conforme certa feita a própria Subseção da OAB teve oportunidade de levantar.
Tudo em Caxambu é mais caro e, em contrapartida o maior empregador da cidade é o próprio Município. Seguido pelo Hotel Gloria que é uma empresa de sucesso, que felizmente continua em atividade.
A juventude local não tem perspectivas de empregos e cresce assustadoramente a formação de profissionais do direito que vão advogar num futuro bem próximo pra eles mesmos.
Uma fornalha de formados na região não encontra disponibilidade de emprego na região.
Inúmeras famílias são sustentadas pelos avós ou pais pensionistas do INSS, quando não beneficiários do bolsa família.
Não há expectativa nenhuma de mudança neste quadro caótico da economia local.
Ouço falar que tem candidato disposto a investir muito dinheiro nas eleições municipais.
Eu pergunto; Será que ai tirar do bolso, sem pretensão de retorno?
E se esperar retorno haverá?
Ninguém faz festa sem dinheiro e, em política não tem almoço “grátis”.
De algum lugar vai sair o dinheiro e, nesta situação quem sempre paga é o Contribuinte.
O Povo paga sempre pelos SUS erros!
Como diz o velho ditado:
Cada Povo Tem O Governo Que Merece!
E, o velho João Megda tinha razão, quando afirmava que economizar e aplicar bem os recursos é que assegura prosperidade e, não só altos salários.
“Ninguém fica rico pelo que ganha, mas, pelo que deixa de Gastar!”

CHOQUE DE GESTÃO NELES!


José Celestino Teixeira Teixeira