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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT E A LAVA-JATO - Por José Celestino Teixeira

IMPEACHMENT E A LAVA-JATO
Por José Celestino Teixeira

Nada Será Como Antes - Milton Nascimento



ONTEM eram 18h40 de uma quarta-feira, 02, no horário de Brasília quando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) anunciou que acatou um dos 34 pedidos de impeachment contra a presidente da república Dilma Rousseff."
A questão colocada por Cunha foi de puro oportunismo, para não classificá-la melhor como Chantagem .
Ao perceber que os três petistas da Comissão que julgará o Decoro Parlamentar em seu desfavor tratou logo de apunhalar o Governo, que até aquele momento assegurava-lhe a manutenção do Cargo.
Cometida a Vindita, em nota oficial, o Palácio do Planalto em Manifestação da Própria Presidente (possivelmente assessorada por Marqueteiros de Plantão) repudiou a ideia de que houvesse por debaixo dos panos, qualquer acordo com Cunha, muito embora as especulações da imprensa afirmassem que Sim).
Eu Não Tenho Conta Na Suiça!
Esta foi a tônica do Discurso.
Este foi o Mote defensivo, numa referencia clara à situação do Presidente da Câmara., como titular de contas na Suiça (algumas outras em nome de familiares: esposa e filhos).
Contudo, a questão central do pedido de Impeachment não é um eventual desvio de dinheiro em proveito próprio, mas, pedaladas fiscais em descumprimento ao Orçamento, Crime de Responsabilidade configurado na Lei de Responsabilidade Fiscal e, não, de Corrupção.
A situação é distinta.
Entretanto preferiu a Presidente Dilma lançar já, uma ofensiva pessoal em relação a Cunha, como forma de represália, como fez o próprio Eduardo ao anunciar abruptamente, o Recebimento do Pedido de Impeachment proposto pelo Bicudo.
Como se diz na gíria : "Dois Bicudos Não Se Beijam!"
Fato é que, o Processo de Impeachment além de ser inoportuno, talvez, não tenha chance de prosperar.
Vamos assistir como se comporta a Oposição (leia-se aqui: PSDB) diante do processo de Cunha na Comissão que julgará o Decoro Parlamentar do Presidente da Câmara Federal.
Será que vai optar em apoiar o chantagista Eduardo Cunha, em agradecimento ao acatamento do Impeachment?
Tal proceder seria o Suicídio do PSDB.
É bom lembrar que semana passada o Senador
Tucano, Aécio Neves havia declarado favorável ao prosseguimento do processo contra Cunha,talvez crendo no amparo do PT ao Deputado Mentiroso, naquele momento de indecisão.
Agora será que vai recuar?
Se isto ocorrer caminharia o jovem Senador Mineiro, para o Suicídio Político.
O PSOL, que através do combatente Chico Alencar compõem cerrou fileiras com a Oposição, em desfavor ao Governo, já esboçou opinião contraria ao Pedido de Impeachment.
Certo é que há, ainda, muita água para correr debaixo dessa Ponte.
Não se sabe, inclusive se o Congresso Nacional vai abdicar do Recesso Parlamentar diante da gravidade da Crise Política.
O certo é que, agora, com o Processo do Impeachment cuja tramitação é longa seja até possível que o Deputado Cunha cai Antes.
Muito antes da Presidente Dilma.
E cai bem!
Com riscos de perder a imunidade parlamentar e ir direto para a Cadeia, como já foi o Delcídio Amaral que devia muito menos.
Por outro lado, o Fantasma da Operação Lava-Jato ronda o Palácio do Planalto.
Se Dilma livrar-se do "Impeachment" pode lhe esperar como algo não tão surpreendente, as delações premiadas.
Algumas delas , embora em sigilo no Supremo ou no Paraná falam em uso de dinheiro desviado da Petrobras, para gastos de Campanha.
E, aqui, se incluiria a figura de Temer (PMDB),que é Vice eleito na mesma Chapa de Dilma.
Ficam as indagações e sobram as expectativas dos Eleitores (Povo), de que como diria o carioca/mineiro, Milton Nascimento, naquela canção do Clube da Esquina: NADA SERÁ COMO ANTES!

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José Celestino Teixeira Teixeira