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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Movimentos sociais e sindical se unem em apoio ao plebiscito da Constituinte Exclusiva sobre a Reforma Política


Manifestação e plenária lotam o auditório do Sindicato dos Bancários de BH e Região


Escrito por: Rogério Hilário


Representantes, dirigentes e militantes dos movimentos sociais, populares, sindicais e políticos de Minas Gerais lotaram na noite de terça-feira (4) o auditório do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, no Centro da capital mineira, em ato em apoio ao Plebiscito popular pela Constituinte Exclusiva da Reforma do Sistema Político. Na atividade, convocada pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), centrais sindicais e movimentos sociais, todos se comprometeram com mobilizações para o ato público no dia 13, às 17 horas, na Praça Sete, e para a Plenária Estadual dos Movimentos Sociais no dia 22, no Sindieletro-MG ou no Sinttel-MG. Eles também se manifestaram contra as reações da direita após a vitória da presidenta Dilma Rousseff nas eleições e em defesa do projeto democrático e popular.
Pela CUT/MG, participaram do ato o secretário-geral Jairo Nogueira Filho, também coordenador-geral do Sindieletro-MG; o vice-presidente Carlos Magno de Freitas; a presidente da CUT Regional Vale do Aço, Feliciana Saldanha; Ederson Alves da Silva, secretário da Juventude; o secretário de Comunicação, Neemias Rodrigues; e o secretário de  Relações do Trabalho, Marcos de Jesus Leandro. Particiciparam também do ato dirigentes e militantes do Sind-UTE/MG, Sind-Saúde/MG, Sindieletro-MG, Sindimetro-MG, Sindipetro, Sindicato dos Securitários, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem e Região,  Sindicato dos Jornalistas, Senalba, Sindifes, Sindsep-MG, UJS, MLC, MST, MAB e Ames-BH, entre outras entidades. Estiveram presentes o deputado federal Nilmário Miranda (PT), os deputados estaduais Adelmo Carneiro Leão (PT) e Rogério Correia (PT), a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos; os vereadores Arnaldo Godoy (PT) e Gilson Reis (PCdoB); e dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Minas Gerais (OAB-MG).
“A direita saiu do armário. E o que mais está incomodando é o nosso sorriso após a vitória de Dilma Rousseff. Temos que nos organizar, apesar de todo o desgaste que houve durante o processo eletivo. Não é admissível que jovens defendam a volta da ditadura militar. Eles não viveram este período de trevas. Nosso papel é mostrar a eles o que aconteceu neste país. Criou-se um racha. O Aécio sabe que perdeu três vezes em Minas Gerais e não se conforma com isto. E uma de nossas tarefas para conter o avanço da direita é a reforma do sistema político. Precisamos nos organizar para um grande ato no dia 13, que levará este debate para a população. O que ser para a direita, não serve para a classe trabalhadora”, disse Jairo Nogueira Filho.
“O Sindicato tem orgulho de receber todos vocês neste ato. Nós temos lado. O Sindicato é dos bancários, não dos banqueiros. Estamos felizes, pois contribuímos para coletar assinaturas e votos a favor do plebiscito popular pela Constituinte Exclusiva para a Reforma do Sistema Político. A direita está se apropriando das bandeiras dos movimentos de julho de 2013. Por isso, temos que trabalhar muito. Não podemos descansar, pois o inimigo está aí.  Esta casa é de vocês. Vamos trabalhar para que este país seja demais”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários, Eliana Brasil.
 “Na semana passada, conseguimos 185 assinaturas no Congresso Nacional e protocolamos o projeto de decreto legislativo para convocar uma Constituinte Exclusiva sobre a Reforma do Sistema Político. Obviamente que temos poucas chances de que o plebiscito seja aprovado lá, pois já existe um movimento de parlamentares pela realização de um referendo. E tentam enganar a população, dizendo que os dois projetos se referem à mesma coisa. Referendo não tem nada a ver com plebiscito. Queremos que seja feito um plebiscito como o que realizamos, de forma não oficial, mas que coletou milhões de assinaturas, para consultar a população sobre a reforma política”, disse Frederico Santana, da Consulta Popular e da edição mineira do jornal “Brasil de Fato”.
“Eles usam o discurso do ódio, da discriminação, e contam com a conivência da mídia, que mascara a realidade dos fatos e acirra ainda mais o ódio. Nós temos nas mãos o processo de transformar este país. A direita que se esconde atrás da mídia demonstra que quer extinguir as conquistas da classe trabalhadora. Isto nós não podemos deixar”, disse o deputado federal Nilmário Miranda.
“Enquanto hoje a direita vai às ruas pedir a volta da ditadura, nós fomos às ruas para pedir democracia. Temos que mostrar isso a estes jovens que vêm sendo cooptados pelas ideias da direita”, afirmou Mário Lúcio Quintão, da  OAB-MG. “Nós temos um lado, que vamos sempre defender. Quem elegeu a Dilma e o Pimentel (Fernando) foram os militantes, nós e os pobres Não podemos recuar nem um centímetro. A luta de classes, senhores deputados, não se dá nos gabinetes. Este é o nosso recado para esta plenária cheia”, disse Ênio Bohnenberger, coordenador do MST.
Fonte: Sind - UTE Caxambu e Região



"Tucanos querem cassar meus direitos políticos por 8 anos", diz Beatriz Cerqueira


O texto abaixo foi escrito pela prof.ª Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do Sind-UTE MG e presidenta da CUT/MG

Estou sendo processada por falar a verdade!

Hoje recebi a notificação da Ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pela coligação encabeçada pelo PSDB. Eles pedem a suspensão dos meus direitos políticos por 8 anos. O motivo? A campanha de esclarecimento que o Sind-UTE/MG fez sobre a realidade da educação pública mineira.


Estou sendo processada por falar a verdade!


Que decepção ver a assinatura do meu professor de constitucional na petição inicial. Que tristeza ver como mentiram: disseram que só o candidato Fernando Pimentel foi convidado para a Conferência de Educação. Todos os candidatos foram convidados.


A teoria da coligação é que temos o hábito de descumprir decisões judiciais e citaram as greves de 2010, 2011 e a proibição de manifestações em 2013. Disseram que não prestamos contas dos recursos do sindicato. Enquanto que a verdade é que nossas contas são apreciadas por um Conselho Fiscal, apresentadas e discutidas no Conselho Geral da entidade e nos Congressos.


As contas de 2010, 2011, 2012 já foram devidamente analisadas e aprovadas. E prestamos contas especificamente das greves, congressos, eleições, conferências. Distribuímos as prestações de contas aos participantes dos congressos e Conselho Geral.


Mentir é mesmo a melhor habilidade do PSDB.


Somos 7 diretores estaduais processados!


Fonte: Sind - UTE Caxambu e Região